Sabe quando você tem um problema tão grande que dá até preguiça de enfrentar? Sabe quando a situação parece tão complexa que você não enxerga uma saída e simplesmente paralisa, achando que nada do que fizer vai adiantar?

Todos nós já passamos por momentos assim na vida. Situações de crise. Parece que estamos num poço sem fundo ou diante de uma muralha enorme e instransponível.

São momentos difíceis, sem dúvida. Mas o maior erro que podemos cometer é paralisar diante dessas barreiras.

Vemos um problema tão grande, tão importante, que só conseguimos pensar nele. E é aí que mora o perigo. Quando focamos apenas naquela grande batalha que parece invencível, esquecemos das outras pequenas que podemos realmente vencer.

Uma empresa que perde seu maior cliente, fonte principal de seu faturamento, se vê numa encruzilhada e só pensa no que pode fazer para recuperar aquele grande comprador ou arrumar outro cliente de igual importância.

É difícil encontrar uma empresa que, nesta situação, se preocupe verdadeiramente em caçar, um a um, pequenos clientes ou batalhe vendas de menor valor. Ou corte pequenos custos, aliviando um pouco as despesas.

Normalmente, o foco vai para uma solução rápida, que resolva a questão e velozmente coloque o negócio na mesma situação em que estava antes do problema aparecer.

É claro que todo mundo deseja resolver qualquer problema o mais rápido que puder. Mas nem sempre isso possível, especialmente durante crises tão graves como a que vivemos hoje.

Muitas vezes, temos que ter muita paciência, esforço e um trabalho de formiguinha simplesmente para voltar ao patamar que ocupávamos antes.

E se você pudesse tomar uma atitude simples, que não resolva totalmente o seu problema, mas ao menos melhore um pouco a sua situação e o encoraje a dar o próximo passo?

Muitas vezes, atitudes simples e possíveis podem transformar a realidade em nossa volta. Elas alteram o ambiente, mudam a percepção das pessoas, nos dão autoconfiança.

É verdade que pequenas ações não costumam resolver aqueles grandes problemas, aquelas muralhas instransponíveis. Mas ao menos nos preenchem com um pouco mais de coragem, fôlego e confiança para enfrentar os grandes desafios e toda trabalheira e cansaço que eles nos dão.

Afinal, temos que começar por algum lugar.

Artigo de Américo José para a Folha de S. Paulo

Autor Américo José

É sócio-diretor da Cherto Atco, formado em Propaganda e Marketing. Atua há mais de 20 anos como consultor de empresas, desenvolve e ministra programas de treinamento. Colaborador das revistas Abcfarma, Novo Meio e Meu Próprio Negócio. Colunista da Folha de S.Paulo

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