Recall é uma palavra inglesa que significa “chamar de volta” ou “recolha de material”, geralmente ocasionado pela descoberta de problemas relacionados com o produto. O recall é uma tentativa feita pelo fabricante para limitar a responsabilidade por negligência corporativa e evitar danos à empresa fabricante e obviamente aos que estão em contato direto com o produto. Geralmente envolvem a substituição do produto recolhido ou o pagamento dos danos causados pelo uso do produto defeituoso, ou ambos.

Em determinadas situações e dependendo da gravidade, o recall acontece com mais alarde, ou simplesmente para demonstrar que a empresa por trás do produto é séria, reconhecendo a necessidade de reajuste do material a ser recolhido ou substituído.

Porém, um processo longo e estratégico se esconde por de trás do famoso recall. Tomar a decisão de recolher, reconhecendo, assim, um erro, uma falha, uma fragilidade, não é tão simples, porém, se faz necessário.

Aqui no Brasil, os recalls ficaram mais conhecidos no setor automobilístico, porém, atualmente, vemos diversos segmentos realizando recalls, tais como brinquedos, alimentos, embalagens, medicamentos, e etc. A cada dia surge um novo recall no mundo.

Mas o recall que mais me chama a atenção é o recall de ser humano. Sim! Nós, de tempos em tempos, precisamos rever o nosso “material”, e nos chamar de volta! Afinal, somos produtos do mundo, da natureza.

Somos seres que, nascemos simples e ignorantes, e vamos, ao longo da nossa jornada, nos desenvolvendo, nos aprimorando, nos moldando, e contribuindo para o aprimoramento, desenvolvimento e molde de outros seres que seguem conosco a jornada da vida.

Durante o caminho, vamos percebendo algumas falhas, algumas faltas, vamos substituindo as peças necessárias, encaixando outras, acreditando que o importante é seguir, jamais parar.

Até que um belo dia, pronto! Somos chamados ao nosso recall. Aquele íntimo, um encontro de nós com nós mesmos.

Em que momento isso ocorre? Não há uma data, ou um período pré-estabelecido para que isso aconteça, e talvez, para algumas pessoas isso aconteça diversas vezes na vida, mas indiscutivelmente, isso em algum momento acontecerá. E nesse momento, não há o que fazer senão parar. Parar para o recall, chamar de volta, recolher. E aqui também, temos um processo longo e estratégico, pois reconhecer os erros, as falhas, as fragilidades, não é tão simples, porém, se faz necessário. Saber o que trocar, o que ajustar, identificar o que falta.

Viktor Frankl, famoso médico austríaco e fundador da escola de logoterapia, certa vez disse: “Quando a situação for boa, desfrute. Quando for ruim, transforme-a. Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.”

Atender ao nosso recall, é nos dar a oportunidade nos transformar, nos desenvolver. É olhar para o nosso dia a dia, seja no nosso trabalho, em nossa família, com os nossos amigos, e entender o que mais podemos fazer para melhorar, seja a nós mesmos, seja ajudando o outro a si melhorar.

O que mais podemos fazer pelo nosso cliente? O que mais podemos fazer pelo nosso colega? O que mais podemos fazer pela nossa família? O que mais podemos fazer por nós mesmos?

Novembro é um mês especial, onde comemoramos o dia do balconista de autopeças! Que tal aproveitar esse momento para realizar o seu recall? Olhe pra você, veja o que não serve mais, veja o que precisa ser mudado, e mude! Transforme-se!

Lembre-se: todo recall é para melhorar!

Boas vendas e até a próxima!

Artigo de Américo José da Silva Filho para o Jornal Novo Varejo.

Autor bianca

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