Com mais de 31 anos de experiência no segmento de varejo de bijuterias a Morana é hoje líder e referência dentro de seu segmento. Atualmente está com mais de 200 lojas em todos os estados brasileiros e no ano de 2007 implementou lojas no exterior, tornando-se efetivamente uma marca internacional.

Confira abaixo a entrevista que fizemos com o Jae Ho Lee. O Jae nasceu na Coreia do Sul, mas tem coração completamente verde e amarelo. Saiu de seu país natal ainda criança, com apenas oito anos de idade. Os ventos trouxeram o menino e a família para o Brasil. E, ainda engatinhando no português, eles se estabeleceram em São Paulo, onde deram origem a duas lojas de bijuterias, administradas pela mãe de Jae.

Esse início empreendedor serviu de inspiração para o que o empresário possui: hoje ele é CEO do grupo Ornatus, que controla as redes de franquias Morana e Balonè (acessórios femininos), Love Brands (presentes) e Little Tokyo (alimentação).

Quando e por que você decidiu franquear o seu negócio?

Tive o primeiro contato com o sistema de franquias em 1989, durante o curso de Administração de Empresas na USP. Achei o sistema fantástico e muito aderente às características do nosso País. Decidi, então, buscar algum negócio ligado à franquia. Foi assim que, em 1992, nasceu a Jin Jin Wok, marca que desde o final de 2015 faz parte da franqueadora Halipar.

Qual era o seu sonho quando decidiu franquear?

Meu início foi atípico. Diferente do que geralmente ocorre, eu não tinha um negócio e havia decidido utilizar o sistema de franquias para expandir. No meu caso, escolhi trabalhar com franquias e busquei negócios que pudessem ser franqueáveis. Foi assim com a Morana, por exemplo. A primeira loja foi inaugurada em 2002 e já se tratava de uma franquia.

Por que franquia é o seu negócio?

Acredito e sou apaixonado pelo sistema. O franchising é fantástico quando bem gerenciado e feito com paixão. Contribui para o crescimento de todos os stakeholders: franqueador, franqueado, consumidor final, colaboradores, fornecedores e sociedade. Todos ganham com o sistema!

Como foi o processo de formatação da Marca?

Como iniciei no começo de década de 1990, não havia muitas opções como hoje. Nós aprendemos no dia a dia. Foi um processo de tentativas de acertos e também de erros. Hoje a Morana, nosso carro chefe, tem cerca de 300 operações. A Balonè, que veio em 2007, tem quase 40 unidades e outras 50 dentro da Love Brands, uma franquia no formato co-branding, que criamos com a Puket e Imaginarium.

Como é a relação da marca com o franqueado depois que a franquia começa a funcionar?

Como qualquer relacionamento, precisa de atenção, respeito e cuidado o tempo todo. Temos uma equipe de consultores de campo que acompanha o dia a dia das lojas e faz visitas periódicas para entender como está a gestão, o que precisa ser corrigido e o que está dando certo. Nossa equipe de marketing também dá suporte nas inaugurações e ao longo do ano em ações para promover a loja. Além disso, desenvolvemos treinamentos para todos os colaboradores das lojas, incluindo o franqueado. Ter uma equipe pronta para atender o cliente e alinhada aos conceitos e propósitos da marca é fundamental.

Quando uma loja não converte ou não está sendo bem administrada, como a marca lida com o franqueado?

Essa é uma grande oportunidade para mostrarmos a nossa parceria. Procuramos antecipar qualquer tipo de problema na operação. Por isso, nossa equipe de campo realiza visitas periódicas nas lojas. Com um bom diagnóstico, sugerimos para o nosso parceiro comercial alternativas para reverter o quadro. É uma relação de parceria.

Autor Cherto Consultoria

Especialista em franchising e expansão de negócios

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