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NRF2017: O treinamento que você dá aos funcionários é efetivo?

Por 20 de janeiro de 2017 Sem comentários

Na NRF2017, uma das análises mais interessantes sobre o futuro do varejo mostrou que o trabalho no setor vai mudar radicalmente nos próximos anos (leia mais aqui).

Diversas funções tendem a desaparecer, sendo substituídas pela tecnologia – como, por exemplo, os caixas. Outras, como as dos vendedores, serão complemente alteradas: seu novo objetivo é interagir e entreter o cliente, e não apenas dar informações básicas como preço e atributos técnicos.

Alguns exemplos interessantes de tecnologia aplicada comprovam que há muitas mudanças vindo aí.

Os drones da Amazon, por exemplo, já estão funcionando: você imprime uma folha,coloca no quintal de casa e o drive entrega o produto exatamente na folha. Isso obviamente dispensa o trabalho dos entregadores convencionais.

Na Holanda, a empresa aérea KLM já tem um robô que transporta o cliente do avião que desembarcou até a próxima conexão de forma totalmente autônoma. Sem motorista, sem erro e de forma mais rápida.

É claro que algumas mudanças não serão imediatas, mas não convém esperar para ver o que acontece, não é mesmo? É preciso se preparar desde já.

Abaixo, seguem reflexões das palestras da NRF2017 sobre treinamento, que podem ser úteis para você mudar agora mesmo a forma como sua empresa atua e preparar os funcionários para o futuro do varejo:

  • O treinamento passa a ser cada vez mais relevante, porque ele é o principal  instrumento de mudança de comportamento nas empresas
  • Vídeos e conteúdos curtos são a principal inovação na área, porque ajudam a transformar o treinamento em um processo rápido, diário e contínuo. A Bloomingdale’s, por exemplo,  tem um modelo de treinamento baseado em 5 minutos todo dia, antes de começar o turno
  • Há uma atenção cada vez maior na análise do aprendizado, com relatórios e modelos de avaliação. A Altar Stage tem um modelo que envia 3 perguntas por dia para toda a equipe e depois consolida as respostas para definir o que é preciso melhorar e como direcionar o trabalho de supervisores regionais
  • Ao definir os formatos, pense no seu público: modelo de pontuação e games ajudam bastante a prender a atenção, especialmente de colaboradores jovens

Autor Fernando Campora

É sócio-conselheiro da Cherto Consultoria e ex-presidente da International Franchising Consultants Network (IFCN). Formado em Administração pela EAESP/FGV, já coordenou mais de 600 projetos de estratégia de canais de vendas. É coautor dos livros “Franchising – uma estratégia para expansão de negócios” e “Mais que Franchising”.

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