Artigos

NRF2017: Tecnologia muda perfil dos trabalhadores do varejo

Por 20 de Janeiro de 2017 Sem comentários

Todos os anos, muitas palestras da NRF (maior evento sobre varejo do mundo) costumam mostrar aplicações da tecnologia nas lojas. Neste ano, a abordagem foi um pouco distinta: a principal discussão foi sobre como a tecnologia aplicada e as novas formas de inteligência artificial vão mudar o ambiente do varejo.

Os palestrantes da NRF 2017 analisaram o impacto da tecnologia sob dois aspectos: o do novo consumidor e o do trabalhador do varejo.

NOVO CONSUMIDOR

Hoje, os consumidores que nasceram na era da tecnologia já respondem por 50% dos gastos no varejo.  Essas pessoas interagem com as marcas de forma diferente: elas querem experimentar o que é novo, mesmo que dê errado, só pela diversão. E demonstram uma necessidade de ver na loja um espaço para interação e experimentação.

De olho nesse novo consumidor, algumas marcas já mudaram sua forma de atuação. A loja da Samsung já não vende produtos – só tem experimentação. A nova Nike do Soho tem áreas temáticas para praticar os esportes e poucos produtos. Você pode comprar online na loja e receber em casa.

 

EMPREGO NO VAREJO

A aplicação da tecnologia também vai alterar consideravelmente a operação das lojas, os empregos no varejo e os modelos de compra.

Os EUA tem 3,5 milhões de caixas em lojas. Com os novos meios de pagamento (self check out, RFID, compra online), eles tendem a sumir. E o mesmo pode acontecer em outras funções, como entregadores, que em alguns casos podem ser substituídos por drones, por exemplo.

Os vendedores também já começam a sentir na pele as mudanças. Como o cliente também descobre online todos os dados do produto, não basta que o vendedor forneça informações simples na loja.

O foco tende a ser a interação, as ideias, as discussões sobre usos do produto, coisas que exigem uma competência maior dos profissionais nas lojas. É como se pensássemos que um vendedor de produtos de basquete vai ter que jogar basquete, em vez de simplesmente vender a bola.

Não vai ser fácil preparar as pessoas para este mudança. 

A questão não é mais ter ou não ter emprego. O ponto central é que os empregos de amanhã serão muito diferentes dos de hoje.

 

 

Autor Fernando Campora

É sócio-conselheiro da Cherto Consultoria e ex-presidente da International Franchising Consultants Network (IFCN). Formado em Administração pela EAESP/FGV, já coordenou mais de 600 projetos de estratégia de canais de vendas. É coautor dos livros “Franchising – uma estratégia para expansão de negócios” e “Mais que Franchising”.

Mais posts de Fernando Campora

Deixe um comentário