Nas empresas, tornou-se comum chamar os funcionários de colaboradores. Mas o que isso realmente significa?

Colaborar é sinônimo de ajudar, contribuir, apoiar, auxiliar, assessorar. Ao tratar os empregados como colaboradores, a empresa atribui a eles um papel participativo, em que todos fazem sua parte para que o negócio siga na direção certa.

Sem dúvida, essa já foi uma importante mudança de visão em relação à forma como as empresas tratavam seus funcionários tempos atrás. Mas o papel do colaborador não deixe de ser secundário, já que ele está ajudando alguém a fazer algo.

As interações hoje são mais rápidas, mais complexas e também mais horizontais. Por isso, é preciso dar um passo além. Olhando para o cenário atual e, principalmente, para o futuro, entendo que as relações serão construídas com base na cocriação, não apenas na colaboração.

Não devemos mais incentivar apenas que uma pessoa ajude a outra. Quando eu parto do pressuposto que estou ajudando alguém, significa que a responsabilidade é do outro e eu apenas colaboro para que ele atinja seu objetivo.

Já quando eu sou cocriador de algo, isso significa que eu e a outra pessoa temos papeis equivalentes e a mesma responsabilidade no sucesso daquela tarefa. Não importa quem fez o que: nós dois seremos responsáveis pelo resultado alcançado, seja ele positivo ou negativo. Um não teria chegado lá sem o outro.

Acredito que, cada vez mais, as relações serão construídas com base na cocriação, onde pessoas se conectam para irem além dos seus limites – físicos e intelectuais.

Juntos, sem dúvida, podemos conseguir coisas que seriam impossíveis de realizar se estivéssemos sozinhos. A história da humanidade comprova isso. À medida em que a comunicação entre as pessoas se tornou mais intensa e mais rápida, grandes avanços ocorreram.

O desenvolvimento científico é o melhor exemplo. Com a internet, cientistas do mundo tiveram acesso às pesquisas de seus colegas em tempo real. Assim, um pesquisador pode complementar o saber do outro, construindo novas teorias e desenvolvendo novos medicamentos e tratamentos para doenças antes tidas como incuráveis.

Que tal, a partir de agora, encarar os colaboradores da sua empresa como cocriadores? Pessoas que não apenas ajudem a empresa a alcançar um objetivo pré-determinado, mas que construam juntas o caminho a ser perseguido, se envolvendo verdadeiramente em cada tarefa e sendo coautores de cada conquista?

 

Artigo de Américo José para a Folha de S. Paulo

Autor Cherto Consultoria

Especialista em franchising e expansão de negócios

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