Quais foram as primeiras impressões que você teve sobre seus colegas no seu primeiro dia de trabalho? Essas impressões mudaram ao longo do tempo? Ou você continua usando os mesmos rótulos para defini-los?

Desde os tempos do colégio, somos rotulados não apenas pelo nosso comportamento, como também pelas tribos de que participamos: a turma dos nerds, a turma do fundão, os comportados, etc.

Da mesma maneira, quando crescemos e vamos para o mercado de trabalho, procuramos nos identificar com as tribos que existem dentro das empresas. Ou seja, repetimos o padrão que conhecemos na infância – e continuamos julgando o livro pela capa.

No ambiente de trabalho, além de sermos julgados pelas aparências e pela nossa turma, também é comum nos avaliarem por atitudes muito pontuais, sem levar em consideração o nosso histórico. Alguém vai lá, tira uma fotografia e… pronto. Suas atitudes falam tão alto que mal consigo escutar suas palavras.

Tudo isso é péssimo. Quando rotulamos as pessoas, deixamos de explorar um monte de qualidades que não são óbvias ou aparentes. Por puro preconceito. E os preconceitos nascem pela simples falta de respeito às diferenças.

Dentro de uma empresa, devemos conviver com todas as tribos. O local de trabalho pode ser um ótimo espaço para aprender a fazer uma leitura mais ampla das pessoas.

Quando nos libertamos de uma visão preconceituosa, apagamos os rótulos e nos dispomos a conhecer verdadeiramente o colega, ganhamos a chance de descobrir um novo talento e uma pessoa maravilhosa.

Quantas vezes já ouvimos algo do tipo: “Desculpe, mas nunca passou pela minha cabeça que uma pessoa como você fosse capaz de fazer isso”. Quem falou isso tinha um pré-conceito, que foi quebrado ao conhecer melhor o outro.

A capacidade de um trabalhador não se resume à tarefa que ele executa hoje, mas sim às habilidades e conhecimentos que ele possui para encarar os próximos desafios que surgirão.

Temos que aprender a valorizar uma pessoa pelas suas ideias, em vez de julgar seu estilo. Afinal, não importa de onde veio a ideia: o importante é se ela é boa ou não. Por isso, em vez de julgar os outros pelo que eles parecem ser, que tal perguntar a eles sobre o que pensam e gostam?

Autor Américo José

É sócio-diretor da Cherto Atco, formado em Propaganda e Marketing. Atua há mais de 20 anos como consultor de empresas, desenvolve e ministra programas de treinamento. Colaborador das revistas Abcfarma, Novo Meio e Meu Próprio Negócio.

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