De uns tempos pra cá, o que mais se tem falado é sobre a era dos robôs, a tal Inteligência Artificial, a substituição da força de trabalho humano pelas máquinas.

Recentemente, assisti a um vídeo, Robô Japonês HRP – 4C, onde, em caráter ainda experimental, um robô “passeava” pelas ruas de um suposto vilarejo, aparentemente sem a manipulação ou controle de um humano.

Uma coisa me chamou a atenção: a semelhança no funcionamento de sua estrutura.

A partir de então, passei a reparar na semelhança que há entre nós humanos e as máquinas.

Nós, humanos, temos uma estrutura, que chamamos esqueleto. Se olharmos para as máquinas, e aqui vou focar nos automóveis, temos toda a carroceria, estrutura que abriga outras partes, tais como portas, janelas, para brisa, cabine, etc., sustentada por um chassis.

Nosso sistema nervoso geram os impulsos necessários para nos dar movimento, para que consigamos agir e pensar. Nos veículos, temos toda a instalação elétrica, que geram ao automóvel esse mesmo impulso, que dá movimento, carros que acendem os faróis assim que escurece, o aplicativo WAZE, que lembra  você para acender os faróis assim que pega uma rodovia.

Para que possamos manter o nosso corpo vivo, precisamos nutri-lo. A nossa fonte de energia vem dos alimentos que ingerimos, e tal qual a qualidade deles, será a qualidade da saúde de nosso corpo. Em relação às máquinas, o alimento que geram a energia suficiente para mantê-las em funcionamento é o combustível: gasolina, etanol, diesel, GNV e o elétrico (mais moderno!). E tal qual a qualidade do combustível, será também a vida útil do equipamento. Lembrar dos produtos que são misturados com os combustíveis para manter os bicos e outros componentes do carro limpo.

O fato, amigos leitores, é poderíamos escrever um livro sobre essas analogias, pois elas são inúmeras. Mas o que, na verdade, nos diferencia, é a alma. É o sentir, em colocar amor e paixão naquilo que nos propomos a fazer.

Enquanto nós, seres humanos, estivermos robotizados, continuaremos a ser humanos vivendo como máquinas. Daí, não vivemos, apenas existimos. Daí, não sentimos, apenas executamos.

É preciso despertar dessa realidade, e trazer à tona a nossa essência. Essa sim, nenhum robô, inteligência artificial ou o que quer que seja vai conseguir nos superar.

Não podemos mais romantizar o artificial e robotizar o humano, da mesma forma que não podemos mais humanizar o robô e artificializar o romantismo.

Voltemos o nosso olhar para o nosso dia a dia, viver o aqui e agora, mas tendo a consciência de que estamos em construção do futuro.

Nenhuma máquina vai estreitar relação, vai vender com paixão, vai amar o que faz! Ela sim, simplesmente vai executar.

Quando estivermos atendendo e vendendo para um cliente vamos lembrar de tudo que ele precisa para manter a máquina dele (carro) funcionando perfeitamente.

Vamos lembrar das vendas adicionais, dos produtos agregados que podemos oferecer.

Como não somos uma máquina podemos registrar os dados destes clientes para continuarmos vendendo no futuro.

Vamos aproveitar a presença dos clientes, quer física ou por telefone, para estreitar a relação e construir relações de longo prazo.

Lembrando que cada cliente tem uma família e amigos, ele pode ser nosso vendedor para essas pessoas.  Ele pode virar nosso vendedor!

Já vivemos uma era onde as relações estão cada vez mais escassas, então cabe a nós, e somente a nós, assumir as rédeas dessa realidade, antes que nos tornemos humanos robotizados e os robôs humanizados!

Boas vendas e até a próxima!

Artigo de Américo José da Silva Filho para o Jornal Novo Varejo.

Autor Américo José

É sócio-diretor da Cherto Atco, formado em Propaganda e Marketing. Atua há mais de 20 anos como consultor de empresas, desenvolve e ministra programas de treinamento. Colaborador das revistas Abcfarma, Novo Meio e Meu Próprio Negócio. Colunista da Folha de S.Paulo

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