* Por Filomena Garcia

Em um século em que recebemos cada vez mais informações por minuto, vindas de todos os lados e através das mais variadas plataformas, é cada vez maior o desafio de realmente darmos atenção plena às tarefas que executamos e às pessoas com quem dialogamos.

Infelizmente, essa falta de concentração afeta todos os aspectos do nosso dia-a-dia e todas as nossas relações, sejam elas pessoais ou profissinais. Mas neste artigo pretendo me concentrar apenas neste último tipo de relacionamento, discutindo como a falta de atenção impacta diretamente os resultados dos nossos negócios.

Muitos pensadores, escritores e professores vêm abordando esse assunto recentemente – entre eles, o psicólogo e renomado escritor americano Daniel Goleman e a professora e especialista em técnicas de meditação Lia Diskin, entre outros.

Tenho me interessado por esses estudos e feito algumas reflexões sobre o assunto. E o que mais me chama a atenção é a simplicidade da ideia.  Na minha visão, ter consciência plena nada mais é do que dedicar atenção total e genuína a quem está à nossa frente naquele momento – seja essa pessoa um funcionário ou um cliente.

É algo aparentemente banal, que está ao alcance de qualquer pessoa. Mas se for efetivamente praticado, pode trazer um resultado muito mais brilhante do que qualquer tecnologia traria.

E se essa atitude é tão simples e efetiva, por que quase ninguém pratica a consciência plena? Meu palpite é que já estamos tão acostumados a conseguir tudo com apenas um clique, que qualquer resposta que dependa de esforço e de uma mudança de hábito passa a ser um grande desafio.

Imagine que, durante um dia inteiro, você consiga total atenção a cada atividade que realiza, uma de cada vez, sem desviar o olhar para o celular a todo minuto ou tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo.

Imagine também que, ao conversar com alguém, você esteja 100% focado em tudo que a pessoa diz, sem se preocupar com todas as outras tarefas que precisam ser realizadas naquele dia.

Mas essa atenção ao outro tem que ser genuína, verdadeira. Afinal, o outro percebe quando de fato você está interessado em escutá-lo ou quando está apenas presente fisicamente.

Sem dúvida, hoje em dia está muito difícil agir assim. Mas quem consegue ter essa postura alcança, de fato, resultados extraordinários.

Um líder que age dessa maneira faz sua equipe perceber que ele está presente e verdadeiramente aberto para ouvir uma sugestão ou uma necessidade daquele colaborador. E o efeito se espalha, tudo melhora.

Com líderes atentos, a equipe também adquire consciência plena. As pessoas ficam mais engajadas em suas metas, pois não têm dispersão. Esses profissionais também prestarão um atendimento muito melhor aos clientes, realmente ouvindo suas necessidades e procurando verdadeiramente entendê-los. Vendedores mais concentrados conseguirão mostrar ao cliente que estão ali para ajudá-lo, e não só para vender mais e mais o seu produto.

Ou seja, podemos fazer grandes transformações nas nossas empresas, nas metas pessoais e profissionais se melhorarmos o nosso estado de “atenção” no que estamos fazendo a cada momento, estando verdadeiramente presente.

Um bom começo é iniciar essa transformação por nós mesmos. Faça isso, por exemplo, exercitando a empatia com  o outro, se colocando verdadeiramente no lugar do outro, se preocupando e oferecendo apoio. Isso o deixará com total atenção – podendo assim extrair o melhor resultado de cada interação.

Filomena Garcia, Sócia-diretora do Grupo Cherto, é especialista em marketing e atua há 20 anos nas áreas de negócios, varejo e Franchising. Co-autora dos livros “Franchising – Uma estratégia para expansão de negócios e “Marketing para Franquias”.

Autor Filomena Garcia

É sócia-conselheira da Cherto Consultoria e membro do Conselho de Ética da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Publicitária com MBA pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Nashville-EUA e especializada em Varejo pela FGV-SP. Coautora dos livros “Franchising – Uma Estratégia para a Expansão de Negócios” e “Marketing para Franquias”.

Mais posts de Filomena Garcia

Deixe um comentário